Dois homens durante ato de apoio a Bolsonaro pedem perdão para torturadores e declara “Nosso Brasil pertence ao senhor Jesus”

Uma notícia está sendo destaque nesta terça-feira (03). Isso porque o cenário político tem ficado cada vez mais polarizado e hostil. Não somente dentro do Planalto da República, como também dentro das casas de cada um dos brasileiros ou até mesmo nas ruas, sejam por meios de passeatas em busca de impeachment de ministro do STF ou até mesmo como outros atos inconstitucionais como a “ intervenção militar” e fim do isolamento social, com o argumento “deixa o brasileiro trabalhar”.

Nesta segunda-feira (03/5), uma imagem circulou nas redes sociais provocando bastante indignação entre os internautas.  Na imagem, aparecem dois indivíduos com roupas idênticas  usadas em cultos do movimento supremacista branco, Ku Klux Klan, segurando uma faixa, com a frase “Deus, perdoe os torturadores” e logo abaixo é possível ver outro cartaz menor, escrito  “Nosso Brasil pertence ao senhor Jesus” seguido de “Direita com Bolsonaro”.

Segundo o portal O Globo, a Associação Cultural Pilão de Prata da cidade de Goiás, por meio de uma nota, repudio veementemente a manifestação da dupla, evidenciando que “agiu violentamente de forma racista e criminosa criando aspectos de violência simbólica latente inspirados na seita Ku Klux Klan, assassina de povo negro”.declarou a Associação que também comentou que o local onde a foto foi tirada não escolhido aletoriamente. 

“Justo em solo sagrado e patrimonial da cultura afro-brasileira da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos erguida às custas do flagelo do povo negro e de seus remanescentes”, afirmou, acrescentando que o “símbolo religioso da cidade de Goiás” foi manchado e que o episódio seria “digno de medidas jurídicas de responsabilização pelos diversos crimes cometidos” explicou.

“Inescrupulosos caminharam pelo território quilombola em afronta à vida destes que carregam consigo o legado de seus antepassados”, criticou. “Em um momento tão crítico com mais de 400.000 (quatrocentos mil) mortos numa pandemia descontrolada profanaram o chão de Oxum, da Rainha Zinga, dos Bantus, das nossas crianças e dos nossos velhos”.afirmou.

Ainda de acordo com a matéria, a associação afro-brasileira, informou que as roupas utilizadas na foto, fazem referência à tradicional Procissão do Fogaréu, que acontece na cidade no dia da Semana Santa, mas informou que as vestes são coloridas. Eles ainda acrescentaram que a Organização Vilaboense de Artes e Tradições (Ovat), informou que nada tem haver com a situação ocorrida e que também desconhece quem participou do ato.

“Em detrimento da repercussão negativa que isso ensejou, tomaremos todas as medidas cabíveis junto as autoridades competentes: MP, Polícia Civil, MPF, Polícia Federal e OAB, e a estas nos colocamos à disposição naquilo que for necessário para averiguar a autoria deste fato”, acrescentou, frisando que suas atividades prezam pela “harmonia com as demais religiões, o respeito entre elas e a ampla defesa aos direitos humanos”.

“incitação à ditadura, intolerância religiosa e étnica, preconceitos, silenciamentos, tortura, violência e quaisquer que sejam os atos que estimulem a violação dos direitos difusos e sociais”. concluiu.

Em uma série de  postagem no Twitter, uma professora, mestre em História pela Universidade Federal de Goiás, a discente Natália Pessoni, publicou comentando a situação.

“Como professora de História não dá pra ficar calada. Preciso gritar! Mesmo que seja só pra esclarecer quem não viu nada demais nisso aí…”, afirmou. “Como sabemos existem vestes de várias cores, então a escolha das vestes brancas não foi aleatória, visto que elas são idênticas às históricas vestes da Ku Klux Klan”. desabafou.

Da Redação do Acontece na Bahia.

 

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