Depois de ficar presa com 11 detentos em cela, professora recebe indenização de R$100 mil

A história de uma professora que realizava um importante trabalho social não acabou bem. Ela participava de um projeto do estado para alfabetizar detentos num presídio, quando viveu uma experiência que a marcou para sempre. Enquanto dava aulas, ela acabou ficando presa, de repente, junto a 11 detentos de alta periculosidade.

Primeiramente, a docente já trabalhava no Topa (Programa Todos pela Alfabetização) há meses e nunca tinha vivido algo assim antes. Era início de tarde em Salvador quando a professor lecionava para 11 detentos e foi surpreendida com o fechamento abrupto das portas de ferro da penitenciaria, ficando presa junto a eles. Contudo, a própria lei que regulamenta esse tipo de atividade prevê que as aulas aconteçam com as salas sempre abertas e com um segurança disponível permanentemente na porta. Então, o que aconteceu?

O fechamento das portas ocorreu após uma ordem de segurança feita pelo diretor do presídio, mas, como não houve nenhuma verificação, a professora ficou desassistida. Depois disso, ela se desesperou e começou a bater no portão pedindo para sair dali. A reação era justificável, pois ela estava ao lado de homens perigosos que foram presos por assassinatos e abusos, por exemplo. Em seguida, a professora passou por um dos momentos mais tensos dessa tarde. Segundo seu relato, um dos detentos se aproximou dela com a intenção clara de abusá-la, mas foi interrompido por um outro preso influente lá dentro, que gritou: “na professora ninguém toca!” Quando as portas foram finalmente abertas, duas horas e trinta minutos depois, ela cobrou um posicionamento da direção, mas a resposta não agradou.

Resposta e indenização

A penitenciaria não justificou satisfatoriamente o que aconteceu, deixando a situação ainda pior. Além disso, depois do ocorrido a profissional da educação desenvolveu diversos problemas psicológicos e não conseguiu mais retornar ao trabalho. Portanto, ela foi à Justiça para exigir o cumprimento de seus direitos. Primeiro, a causa foi indenizada em R$30 Mil, acrescido de outros valores pelo tempo em que ela ficou sem trabalhar. Porém, a professora recorreu e conseguiu elevar a indenização para R$100 Mil, vistos todos os transtornos que o episódio causou e ainda causa na sua vida. Até hoje ela ainda não conseguiu retornar ao trabalho faz tratamento psicológico e toma remédios calmantes rotineiramente.

Da Redação do Acontece na Bahia.

Categoria(s): Nacional.

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