Delegadas são monitoradas por meio de tornozeleira eletrônica após serem acusadas de chefiar grande esquema

As delegadas Anna Cláudia Nery e Patrícia Bezerra de Souza Dias Branco, da Polícia Civil do Ceará, começaram a ser monitoradas por meio do uso de tornozeleira eletrônica. Acusadas de fazer parte de um esquema de extorsão e tortura, as delegadas de polícia estão cumprindo decisão judicial que abrange ainda mais de 20 policiais civis que serão monitorados.

O Ministério Público denunciou que um grupo de policiais estava envolvido em um esquema criminoso que tinha como objetivo extorquir dinheiro de traficantes de drogas, usando integrantes de facções rivais com o objetivo de delatar os criminosos com dinheiro que seria tomado por agentes. Houve ainda denúncias de tortura em alguns casos.

As delegadas da Polícia Civil são acusadas de chefiar o grupo acusado por extorsão, corrupção, associação criminosa, tráfico de drogas, falsidade ideológica e peculato. Estão sendo investigados 22 inspetores da Polícia Civil, três delegados, um escrivão e ainda seis informantes.

O sindicato e entidades que representam a classe pedem a retirada do equipamento. A Associação dos Delegados de Polícia Civil do Ceará (Adepol-CE), disse que entrou com pedido solicitando a revogação da decisão. O Ministério Público do Estado entendeu que o uso do equipamento é uma ‘medida suficiente’. A Justiça do Ceará julgou que era o caso do uso da tornozeleira eletrônica.

Da redação do Acontece na Bahia

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