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Cunhada relata que filhas e neto testemunharam assassinato de homem em briga de trânsito.

Cunhada relata que filhas e neto testemunharam assassinato de homem em briga de trânsito.

O homem que foi morto a tiros durante uma briga de trânsito em Feira de Santana, na última quarta-feira (15), foi sepultado nesta sexta-feira (17) em um cemitério do município. Jacivaldo Pereira Gomes, de 44 anos, foi socorrido ao Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), mas não resistiu. Segundo Jeane Costa Alves, cunhada da vítima, as filhas de Jacivaldo e o neto estavam no veículo e testemunharam o assassinato.

“Estavam as duas filhas dele, a de 24 e a de oito anos, além do neto de dois anos. Ele estava na chácara dele voltando para casa, poucos metros de casa. Ele morava no Caseb próximo à lagoa e ele estava já pegando a pista para entrar na principal, fazer o contorno para chegar na casa dele. Muito feliz, estávamos todos lá na chácara, ele ficou tão feliz quando viu a gente chegando, ele chorou, estava muito grato a Deus pelas conquistas e é isso gente, a vida dele foi ceifada por um nada, ele iria pagar, ele já saiu do carro dizendo que iria pagar, o homem não quis conversa, já chegou gritando, xingando. Ele insistiu: ‘amigo eu vou pagar’; e começou a xingar e meu cunhado e minhas sobrinhas implorando, não adiantou, ele tirou a arma colocou na cabeça do meu cunhado e minhas sobrinhas gritando, dizendo a ele, ‘moço não atire no meu pai, não atire no meu pai, ele vai pagar’. Ele não escutou, não quis saber e atirou na barriga do meu cunhado”, disse Costa ao Acorda Cidade.

Jeane explicou que mesmo caído ao chão, após ser baleado, Jacivaldo questionou o motivo do atirador ter atirado nele na frente de suas filhas.

“Meu cunhado depois de ter levado o tiro ainda falou com ele, ‘você fez isso na frente das minhas filhas?’, e depois foi desfalecendo”, contou.

O delegado que investiga o caso, Gustavo Coutinho, relatou que a filha da vítima informou que logo após a colisão, seu pai desceu do veículo e disse que iria arcar com os danos, porém, não foi ouvido e respeitado, sendo alvejado na barriga. Amigos e familiares estiveram no sepultamento de Jacivaldo na manhã desta sexta.

Foto: Ed Santos/Acorda Cidade