Condenado em última instância da Justiça, jogador Robinho se isola e evita exposição

Uma notícia tem repercutido nas redes sociais nesta quinta-feira (17). Isto porque no dia 19 de janeiro o jogador Robinho foi condenado por estupro coletivo na última instância da Justiça italiana e sua rotina mudou a partir de então.

Segundo pessoas próximas, Robinho já estava tendo um comportamento mais isolado, entretanto, o fato de ficar sabendo da pena final de nove anos de prisão na Itália, fez com que o jogador ficasse ainda mais recluso. O jogador de futebol está em liberdade no Brasil e na maior parte do tempo fica em sua casa, localizada no luxuoso condomínio Jardim Acapulco, no Guarujá (SP). O jogador Robinho não pode ser extraditado. A Itália emitiu mandado de prisão internacional em nome de Robinho o que o impede de sair do país.

O craque de futebol, que tem 38 anos, tem casa na cidade de Santos, mas opta por Guarujá neste momento pela privacidade. Robinho tem evitado qualquer exposição pública e não tem aparecido nas redes sociais.

O jogador ainda não falou abertamente sobre o fim da carreira, porém, pessoas próximas a ele dizem que talvez seja uma possibilidade. Robinho rejeitou sondagens recentes de clubes de pequeno porte após viver a expectativa de voltar a jogar pelo Santos. O craque, diante de um futuro incerto, treina na própria academia para se manter em forma.

Com passagens pelo futebol chinês (Evergrande), e jogar pelo Real Madrid, Manchester City e dois clubes da Turquia (Basaksehir e Sivasspor), ter problemas financeiros não é preocupação de Robinho, que ainda atua no mercado de investimentos. De acordo com um amigo de Robinho, o jogador “tem dinheiro para ele, os filhos e os netos”, disse ao UOL.

A mulher albanesa vítima de violência sexual cometida pelo jogador Robinho e seu amigo Ricardo Falco, falou pela primeira vez por menagem ao UOL Esporte. A vítima R. (que não quer ser identificada), convoca a todas as mulheres que tenham sofrido agressão que denunciem seus agressores.

“Mulheres, denunciem, não tenham medo de seus agressores porque diante de cada agressor há outras dez pessoas boas prontas a te ajudar: um amigo, um familiar, um policial competente, um juiz, mas, sobretudo, a Justiça”, afirmou.

A mulher salienta que a Justiça nunca pagará a dor de um crime sofrido, entretanto, pode evitar que outras mulheres sejam vítimas de violência sexual.

“Mesmo que ela [Justiça] não seja totalmente reconfortante, porque nunca pagará a dor, a raiva ou fará você voltar a ser a pessoa que era antes, a Justiça será reconfortante para outra mulher. Uma mulher que pode ser nossa mãe, nossa amiga, nossa irmã ou nossa filha. Só denunciando podemos evitar que isso volte a acontecer”, disse.

O episódio de estupro coletivo envolvendo o nome do jogador Robinho aconteceu em Milão, na boate Sio Cafe, durante a madrugada de 22 de janeiro de 2013. A mulher albanesa que foi vítima na época comemorava seu aniversário de 23 anos. O ato criminoso contou com a participação, além de Robinho, que na época defendia o Milan, de Ricardo Falco, amigo do atleta, e de outros quatro brasileiros que também foram denunciados.


Da redação do Acontece na Bahia

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