Mais doações: Alok faz doação de R$ 100 mil para vítimas das chuvas no sul da Bahia

O DJ Alok anunciou nessa segunda-feira (27) a doação de R$ 100 mil para as vítimas das fortes chuvas que atingiram o sul da Bahia. O artista comunicou que a quantia foi transferida para a ONG Ações da Cidadania contra a Fome. 

“Estou doando 100 mil reais através do Instituto Alok para ajudar a socorrer as famílias atingidas pelas enchentes no sul da Bahia. O recurso foi transferido para a instituição Ações da Cidadania contra a Fome que está atuando na linha de frente.”, informou o DJ no Twitter.

Diversos famosos foram as redes sociais, hoje, para comunicar que ajudariam às regiões afetadas pelas chuvas no estado. O desastre que atingiu a Bahia resultou na morte de pelo menos 20 pessoas e em 470 mil que foram afetadas de alguma forma pelos temporais no sul do estado. Duas barragens se romperam e 100 cidades decretaram situação de emergência. Pelo menos 31 mil moradores estão desabrigados, em razão das chuvas na Bahia.

Da redação do Acontece na Bahia

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‘‘A gente merece mais atenção, mais ajuda’’, desabafa indígena ao falar sobre os prejuízos trazidos pelas chuvas na Bahia

A indígena Ana Carolina Bié, do povo tupinambá, relatou que a comunidade onde vide foi castigada pelas chuvas que já mataram 20 pessoas na Bahia e deixaram mais de 30 mil desabrigados. Ana é moradora da aldeia novos guerreiros, em Porto Seguro, e conta que muitos indígenas precisaram deixar suas casas e que existem pessoas que não tem o que comer. A indígena informou que a comunidade tem mais de 200 famílias.

“Eu moro em uma oca. Aqui molhou muito e acabou com as poucas coisas que a gente tinha. Até os meus filhos eu tive que tirar de casa, porque não tem como ficar nessa situação com eles. E eu ainda sou gestante”, contou ela. “A nossa sorte é a rede de juventude indígena que ajuda a gente com roupas e alimentos.”

Ana contou que os moradores precisam se locomover para vender artesanato e produtos agrícolas, principal fonte de renda, mas devido às chuvas ficou inviável. “Aqui a gente vive da nossa cultura. Com essa chuva, as pessoas não estão podendo ir trabalhar. A situação está crítica,” contou a indígena que perdeu os móveis por causa da chuva e teve uma alergia em razão do contato com água suja.

“Nós estamos esquecidos. A gente merece mais atenção, mais ajuda. A gente merece que olhem para a gente. Que a nossa comunidade não fique esquecida.” alertou ela.

Thyara Pataxó, líder indígena, contou que se uniu com outras lideranças para montar uma rede de ajuda às famílias afetadas pelos temporais.”A gente fez uma reunião e decidiu não esperar ajuda do governo para atender as famílias”, contou, destacando que as cestas básicas recebidas não foram suficientes para alimentar todas as famílias. “Muitas pessoas perderam suas casas e seus bens matérias, que não são muitos, mas fazem falta na vida delas.”

O governo da Bahia informou que são 116 municípios afetados pelas chuvas, 358 pessoas feridas e 20 mortos. Os dois últimos óbitos foram confirmados nessa segunda-feira (27) na cidade de Itabuna.

“Infelizmente, estamos vivendo o maior desastre já ocorrido na história da Bahia, mas tenho muita fé em Deus e na energia do povo baiano. Vamos reconstruir esses locais e vencer este momento tão difícil”, afirmou o governador Rui Costa (PT).

Os meteorologistas afirmaram que as fortes chuvas que castigam a Bahia são reflexo do fenômeno climático La Niña e do aumento da temperatura das águas no oceano Atlântico. As chuvas são comuns nesse período do ano, entretanto, os recentes temporais tiveram intensidade e duração atípicos. A estimativa é de que os temporais continuem nos próximos dias no estado.

Da redação do Acontece na Bahia

Foto: Camila Souza/GOVBA

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Chuvas na Bahia: corrente humana leva ajuda às vítimas após cratera na BA-561 impedir passagem

Uma boa ação foi registrada nessa segunda-feira (27) e viralizou nas redes sociais. Um caminhão cheio de alimentos, água potável e roupas não pôde passar por um trecho da BA-561. O motivo foi simplesmente uma cratera que se formou no meio da via, devido as chuvas, e impedia o acesso de quem saía de Coaraci para Itapitanga, ambas cidades no Sul da Bahia. A população, entretanto, improvisou uma corrente humana que permitiu que alimentos e outros donativos continuassem a viagem. Vale ressaltar que Itapitanga ficou totalmente isolada após as chuvas que caíram nestes dias.

O desafio mobilizou as pessoas que se uniram e transportaram todo o material de mão em mão para outro veículo que aguardava do outro lado da via, para seguir o trajeto até o seu destino. As chuvas que castigam a região têm causado muitos estragos e inclusive perdas humanas. Episódios como esse emocionam, sobretudo, como um vislumbre de como deveria ser o cenário nesse momento: de muita união.

De acordo com o site Climatempo, a previsão climática é que tanto Itapitanga quanto Coaraci registrem 40 milímetros de chuva ainda nesta terça-feira. Já para a próxima quarta-feira (29), a previsão é que as chuvas diminuam, chegando ao máximo de 6 mm em ambos os municípios.

Da redação do Acontece na Bahia

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Companhia Hidrelétrica do São Francisco emite alerta após comunicar que seis comportas da Usina da Pedra vão ser abertas

Devido às fortes chuvas, seis das sete comportas da Usina da Pedra vão ser abertas, é o que diz a Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), responsável pela usina. O objetivo é abrir as comportas da Usina da Pedra, localizada em Jequié, sudoeste baiano, para dar vazão à água acumulada por causa das fortes chuvas.

O Rio de Contas, onde fica a barragem, transbordou nesse sábado (25), e avançou sobre ruas das cidades de Ubaitaba e Aurelino Leal, que ficam às suas margens. Ubaiataba fica localizada a 100 km do município de Jequié.

A Companhia Hidrelétrica do São Francisco informou que o reservatório está com 65,76% do volume útil, com afluência (quantidade de água que entra no reservatório) de 743 m³ por segundo e defluência (volume de água que sai) média diária de 363 m³ por segundo.

A Chesf ainda informou que com a chuva, a afluência passou para 1.800 m³ por segundo e, por isso, foi necessário, neste domingo (26), elevar a defluência para 800 m³ por segundo para controlar a quantidade de água.

De acordo com a Chesf, este procedimento de abertura das comportas faz parte de um protocolo de segurança e manutenção rigorosamente calculado e não possui qualquer risco de inundação ou acidente à população que reside próximo ao local da usina. 

A Usina Hidrelétrica de Pedra do Cavalo, no recôncavo baiano, está com todas as comportas abertas desde a última quarta-feira (22). Neste domingo (26), a empresa Votorantim Energia, responsável pela barragem, comunicou que o volume de vazão de água será aumentado devido a chuvas que atingem a região.

Da redação do Acontece na Bahia

 

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