Bebê tem clavícula quebrada durante o parto e polícia investiga o caso

Uma notícia está sendo destaque nesta sexta-feira (09). Um bebê, de apenas 11 dias, teve a clavícula quebrada após o parto e o caso é investigado pela  Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e apurada pela 33ª Delegacia de Polícia (Santa Maria).

O pai da criança, o Júlio Cezar do Vale Bezerra, 35 anos, informou que acabou sendo impedido de entrar na unidade para acompanhar a mulher Jéssica Lima de Moraes, 28, que estava em trabalho de parto, ao hospital, no dia 29, logo na triagem.

“Quando autorizaram o acesso, a Jéssica estava com a bebê enrolada em uma coberta, no colo. Foi parto normal. Não pude presenciar o nascimento da minha filha, ver a equipe médica. Apenas me deram os ‘parabéns’, após todo o procedimento”, lembrou Júlio Bezerra.

No dia seguinte ao parto, segundo Júlio, o pediatra ao visitar o leito que a família estava, suspeitou que a clavícula da bebê estava quebrada. “Até o médico estranhou. Questionou se alguém já havia nos informado, pois a neném estava claramente com o osso quebrado. Alertou que era perigoso pegar no colo e tínhamos de ter cuidado ao dar o banho”.

Os exames comprovaram a fatura e os pais suspeitam que ocorreu um descuido durante o parto. Ainda segundo ele, os médicos informaram que o problema seria resolvido de “forma natural”.

“O prazer de um pai é de segurar o filho no colo. Vestir as roupinhas que foram escolhidas com tanto carinho. Mas, para nós, tem sido diferente. Apesar de ter passado nove meses (de gravidez) fazendo todo o acompanhamento necessário, pagar consulta particular, o que vemos é a nossa filha enfaixada e chorando de dor”, desabafou Júlio.

Agora, a bebê está em casa. A alta hospitalar foi dada dia 7 de abril. Porém, eles terão que esperar até dia 22 para consultar um ortopedista. “Estamos passando por dias difíceis. Sequer sabemos se vai ter vaga para a especialidade que ela precisa. Eu quero apenas um atendimento para a minha filha. Não dormimos mais, ela chora de dor. Temos medo da demora causar um problema permanente”.

O delegado responsável pelo caso, Paulo Fortini, da 33ª DP, confirmou que o caso está em apuração, mas ponderou que a situação requer cautela. “Ainda é cedo para dizer se houve erro médico. Essas situações são delicadas e exigem cuidado. Só ao fim do inquérito é que poderemos determinar se houve alguma conduta culposa, ou não, dos envolvidos”, explicou.

 

Da Redação do Acontece na Bahia

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