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Artigo: Você já Ouviu Falar em Viriato Santana? Conheça um pouco da História de um dos precursores do comércio de Baixa Grande.

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Viriato Santana,

O comércio de Baixa Grande é um dos mais  movimentados da região.  Tido  como um local de intensa circulação de pessoas (Proporcional a sua população de  20 mil habitantes) o centro local   é destaque regional  por sua  agitada movimentação de populares,  que diariamente  circulam nas ruas da cidade.  Mas você sabe quem foi um dos precursores do movimento comercial do Município?  

O Sr. Viriato Santana   nasceu em 09 de agosto de 1914 no Recôncavo baiano,  mais precisamente no município de  Santo Antônio de Jesus. Filho de  D. Izidória Alves de Santana e o senhor Antônio Felix de Santana.
Viriato viveu a  sua infância naquela cidade  onde aprendeu a arte da Alfaiataria.  Com essa experiência, foi trabalhar em Salvador, onde  viveu  parte da sua juventude. Foi na Capital baiana, que se alistou no serviço militar,  tirando a sua Carteira de Reservista e demais documentos.
Retornando à sua terra Natal de Santo Antônio de Jesus, foi Convidado pelo Sr. Lindauro,  figura muito conhecida na Região de Baixa Grande,   para trabalhar no ramo de Alfaiataria naquele município

Já residindo em Baixa Grande e ambientado ao local, Viriato começou um namoro com D. Petronilia Vieira da Silva (Dona Nila)  filha do Sr. Francisco Vieira e D. Ana Alexandrina,  que eram tradicionais fazendeiros e  cujas as propriedades se localizavam da fazenda a Aldeia até às  margens do Rio Paulista,  no Município de Baixa Grande.
Viriato e Petronília celebraram seu enlace matrimonial  em cerimônia  conduzida pelo  Juiz de Direito da Comarca Dr. Raul Pedreira. Tendo como padrinho    Sr. Antônio Fernandes Saback;   homem de grande influência política e religiosa naquela época   em Baixa Grande.

Quando realizou o casamento,   ficaram  morando por algum tempo na casa do sogro, o  Sr. Francisco Vieira.  Foi a partir daí, que ele resolveu abrir  sua própria Alfaiataria, que chegou a empregar mais de 20 alfaiates e auxiliares o que o dava status de uma pequena indústria regional,  e  incentivando diversos jovens aprendizes nesta profissão.

Com o  passar   do tempo, ele adentra na atividade comercial. Escolheu o  ramo  varejista;  chamado  naquela época de “Vendas”.
Esse primeiro comercio varejista,era localizada na Praça J.J. Seabra, onde  hoje são os Prédios de Judite do ‘Casarão’ e Bar do Bá.  Na sequencia ele adquire sua própria residência, localizava-se, no local, onde hoje funciona a Pizzaria Havana, onde passou a funcionar a Alfaiataria.
No ano de 1954, final do segundo Governo de Getúlio Vargas, ele compra na Avenida 2 de Julho e a rua David Sabak,  os Prédio dos Srs. Cezar Borges; Otoniel Borges e Manoel Pereira; onde hoje funciona  os comércios de propriedade de Girleide e herdeiros, indo    até a casa de Anailda e também outros herdeiros, onde centralizou parte das atividades empresarias,  outorgando, assim,  a Baixa Grande o inicio de sua bases de estrutura comercial.  

Viriato, teve uma visão de empreendedorismo  bastante avançada para àquela época na região. A trajetória descrita acima, demonstra  quanto ele contribuiu para o desenvolvimento comercial e industrial de Baixa Grande.
Sobre envolvimento e participação de Viriato  na política em Baixa Grande,  segundo  depoimento do seu  sobrinho Antônio, Viriato foi defensor da Bandeira Trabalhista, e eleitor do  Presidente Getúlio Vargas.
O casal se relacionava com todos os grupos Políticos de Baixa Grande,  tanto que era compadres de Bionor Pamponet,  Evandro Miranda, Evaristo de Sulino, Deoclécio José de Vicente.   Sr. Genário das Pombas, Dr. César Ribeiro Soares,  que foi Médico em Baixa Grande e Intendente, ou seja era  Prefeito em Ipirá, e dos Coletores estaduais Arlindo Petilo, e Sr. Gilberto e outros.
Também foi seu afilhado de grande estimação, o saudoso Amado Ferreira da Silva,  que veio a ser prefeito do Município de Baixa Grande,  na década de 90, e foi destaque na luta contra ditadura militar no Interior do Estado da Bahia na década de 70,  Amado antes de ser o Enfermeiro e o Médico do coração do povo, conviveu parte da sua juventude na companhia do seu Padrinho Viriato, onde aprendeu o oficio de Alfaiate e as primeiras experiências no Mundo do trabalho e da Cidadania.
Quando Viriato faleceu em 9 de janeiro de 1961 deixou  a viúva, que tinha 29 anos e seus 7 (sete) filhos,  todos menores.

Constituição Familiar:

Tiveram7 filhos: o primeiro já falecido Osvaldo Vieira de Santana, seguindo por ordem:  Odilon Vieira de Santana; Olderico Vieira de Santana; Osvaldina Vieira de Santana;  Orivaldo Vieira de Santana;  Orlando Vieira de Santana  e Osvaldino Vieira de Santana, esse ultimo    não chegou a conhecer o Pai, pois  nasceu 4 meses  depois do seu falecimento, em 09/01/1961.

Quanto aos filhos.  Osvaldo Santana (falecido) foi destaque no futebol, jogando em varias seleções municipais, inclusive em Jacobina. Olderico Santana ajudou a criar A CDL,  o SICOOB no Município; Orlando Santana tem formação na Área de  Engenharia Eletrifica, filosofia, ultimamente te se dedicando   a trabalhos na área de energia renováveis.  Osvaldino Santana, desde Jovem defende a bandeira do desenvolvimento sustentável, com ênfase na economia solidária, participou de grupos multi setoriais na década de 80, para financiamento e a implantação dos primeiros projetos de agricultura Irrigada  na Micro Região de Irecê, na posição de Chefe da Carteira de Crédito Rural do Antigo Banco do Estado da Bahia. Osvaldino hoje  atua na área da educação, onde defende a bandeira da Educação Integral. Orivaldo Santana, (falecido), se dedicou o ramo lojista;   Odilon Santana se dedica no ramo de panificação e a filha Osvaldina Santana, chamada pelos mais próximos de Dona Dinha, ajudava no atendimento da clientela do seu esposo Joel Dentista, como era conhecido por todos na Região.  

O Legado de Viriato como empreendedor, visionário e  mestre de alfaiataria ainda hoje ecoa na  bases do comércio em Baixa Grande.

Por tanto  acreditar nesta terra e por tanta dedicação, a equipe do Site Acontece na Bahia, lança   um convite aos vereadores de Baixa Grande: Não é a hora de fazer uma justa homenagem e colocar o nome deste  homem em um logradouro público? Uma Rua, Uma Praça?  

Da Redação.

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