Artigo: FALAR E ESCREVER BEM

Por Alba Mascarenhas. Especialista em revisão de textos.

 

A língua portuguesa não é uma língua fácil, mas um pouco de esforço e leitura ajudam muito a empregá-la da melhor forma possível. Não é necessário se fazer um curso universitário para isso, um Ensino Médio razoável já é suficiente para o falante fazer seu uso de forma a não envergonhá-lo.

Falar o Português do Brasil é menos complicado que escrevê-lo, pois, falar tem menos regras. A escrita requer o conhecimento de regras gramaticais, senão aquelas memorizadas ou aprendidas, pelo menos alguma regra guiada pela lógica que a própria língua imprime de forma natural.

Falar é algo que, em geral, as pessoas já nascem aptas, assim como escrever, mas como a fala vem antes da escrita, pode-se dizer que é mais fácil falar que escrever.

As regras para a fala são menos rígidas e o Brasil, que é um país vasto, onde todos falam a mesma língua, mas a falam de modos diferentes, de acordo com as regiões, há uma confusão entre o que é regionalismo e o que é erro. Assim, as pessoas saem falando asneiras, afirmando que determinada expressão é erro. O conceito de erro é complicado de ser definido na língua oral do Brasil.

A escrita é cercada de regras gramaticais mais rígidas e elas devem ser respeitadas sob pena do texto escrito ficar sem compreensão. Um texto com pontuação mal colocada, palavras erradas, concordâncias mal feitas, regências verbais e nominais erradas ou expressões sem conectivos, faz do texto um monstro incompreensível.

A leitura de variados gêneros textuais melhora muito a capacidade de fala e escrita de uma pessoa. Escrever e falar bem muitas vezes são resultados dessas leituras.

Falar bem não é deixar de lado as gírias e os regionalismos. Uma pessoa pode falar gírias e usar seus falares regionais sem nenhum prejuízo para o seu intelecto e para a sua comunicabilidade, o que a pessoa não deve fazer é desprestigiar a língua inventado suas próprias regras, pois a fala é mais livre, mas também tem suas leis.

O uso da língua, seja ela escrita ou falada, depende de vários fatores para a sua compreensão: a quem se dirige, do lugar onde se vive, do modo de vida das pessoas, dos ambientes, das regiões, enfim, cada modo de  utilização tem a ver com o contexto em que a língua acontece. Escrever e falar difícil para mostrar inteligência e grande cultura nem sempre é bom, pois dependendo desses diferentes contextos, parte de quem tem acesso ao texto pode não entender o que se quer dizer.

Escrever e falar de forma simples, com vocabulário fácil faz da língua algo acessível a todos e nisso reside a sua beleza e a sua principal função: comunicar.

 

Alba Brito Mascarenhas

Baixa Grande, 12 de março de 2013

Categoria(s): Artigos.

Comente: