Após ser agredida por pedir fim de festa, médica ganha alta

No último sábado (13), a médica Tyciana D’Azambuja, de 35 anos, que foi agredida covardemente por frequentadores de uma festa clandestina, no Grajaú, zona norte do Rio de Janeiro, no dia 30 de maio, ganhou alta do Complexo Hospitalar de Niterói (CHN).

A profissional de saúde teve o joelho esquerdo quebrado e as mãos pisoteadas e, por isso, foi submetida a um procedimento cirúrgico, chefiada pelo dr Cassio Cockarane, de fixação de fraturas intra-articulares de joelho esquerdo e drenagem de hematoma volumoso e lavagem articular, segundo informações do G1.

“O meu caso pode ajudar outras mulheres. Não vou me deixar oprimir. Eu estava trabalhando intensamente, em três hospitais, na linha de frente contra a Covid-19. Estava com privação de sono e queria apenas descansar, dormir para recomeçar no dia seguinte. A festa não acabava, eu já tinha ligado para a polícia, interfonado para o dono da festa. Em um momento de desespero, cometi um ato errado, danificando um carro. Mas nada justifica a violência que sofri.”, disse a médica.

Tyciana D’Azambuja havia chegado de um plantão de 24 horas, mas por conta do barulho que vinha de uma casa na mesma rua, não conseguiu descansar. A médica conta que fez denúncias sobre festas anteriores na mesma residência, mas não adiantou. No sábado, 30 de maio, por volta das 17h, ela resolveu ir à residência pedir aos vizinhos que encerrassem a comemoração, mas não foi ouvida.

Ela, então, quebrou com um martelo o espelho retrovisor e o para-brisa de um veículo. A médica relatou que, depois disso, cinco homens saíram da casa e começaram as agressões contra ela. “Me enforcaram até desmaiar. Me jogaram no chão e me chutaram. Quando retornei à consciência, gritava por Socorro!”, afirmou.

Da Redação.

Categoria(s): Nacional, Social.

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