Após identificação do suspeito, mãe da menina Beatriz diz que DNA não é suficiente para determinar o autor da morte de sua filha

Nesta última terça-feira (12) foi identificado do suspeito do assassinato da menina Beatriz, morta em 2015. O homem, que já estava preso por outros delitos, confessou o crime.

A mãe da menina, a Lucinha Mota, no entanto, não acredita que o caso esteja elucidado. Para ela, é preciso outras respostas.

“No inquérito de Beatriz, não cabe um inocente. Não cabe. Aqui no inquérito de Beatriz só cabe os culpados. Se foi feito exame de DNA, se deu positivo, tem outros elementos que precisam ser confirmados, principalmente a motivação do crime, porque não vem a polícia dizer que ele é um doido que estava no meio da rua e entrou no colégio, não. Não venham. Não venham com esse argumento porque comigo não cola, não. Ninguém entra no colégio Auxiliadora sem ser conduzido por alguém, principalmente para entrar naquelas salas ali. O DNA por si só não é suficiente”, falou Lucinha em uma live nas redes sociais.

Beatriz foi morta em dezembro de 2015 durante uma confraternização da escola particular em estudava, em Petrolina. A menina foi atingida com 42 golpes de faca. O corpo foi encontrado cerca de 40 minutos depois do desaparecimento, com a faca gravada em seu abdômen.

O suspeito apontado como autor do crime pela polícia é Marcelo da Silva, de 40 anos.

Ainda segundo Lucinha, ela soube da identificação do suspeito através da imprensa e não pela Polícia.

“A gente está tentando aqui buscar informação, porque eles devem isso a gente. Eu acho isso até desumano por parte da polícia fazer algo nesse sentido e não nos comunicar, porque não custava nada. São quatro delegados que estão no inquérito, um não podia parar para me ligar?”, disse ela.

Ela e os advogados participarão da coletiva de imprensa convocada pela Secretaria de Defesa Social de Pernambuco, nesta quarta-feira (12).

“Nós estaremos na coletiva amanhã. Nós vamos participar. Nós não fomos informados, mas vamos levar os nossos advogados, nós vamos estar presentes porque a gente precisa de respostas. Já que a polícia não nos dá respostas, vamos para a coletiva. E vamos também ter acesso ao inquérito, para a gente poder saber também o que está acontecendo”.

Da Redação do Acontece na Bahia

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