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Após controvérsia com o RJ, deputado busca oficializar acarajé como patrimônio cultural da Bahia

Após controvérsia com o RJ, deputado busca oficializar acarajé como patrimônio cultural da Bahia

O deputado estadual Antônio Henrique Júnior (PP) quer tornar o acarajé patrimônio cultural do estado da Bahia.

A proposta vem após a polêmica com a sanção da Lei 10.157/23, pelo governador carioca Cláudio Castro, que tornou o acarajé patrimônio cultural do Rio de Janeiro. O projeto, lá, é de autoria dos deputados Renata Souza (Psol), Dani Monteiro (Psol) e Átila Nunes (MDB).

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Na Bahia, a comida de origem africana já é considerada patrimônio cultural de Salvador desde 2002 (Lei 6.138/2002). Ao justificar o projeto, o deputado Antônio Henrique Júnior enfatizou que o acarajé representa “um prato típico da culinária baiana” e é uma iguaria produzida e consumida em um complexo processo cultural que envolve aspectos sociais, simbólicos e cosmológicos do povo baiano. Para ele, o acarajé não é apenas um símbolo identitário, mas também desempenha um papel fundamental na vida social do estado.

“Ele está presente em diversos contextos de sociabilidade como comida típica, quitute baiano, bolinho de santo, comida de origem africana e meio de sobrevivência. Seu consumo está diretamente relacionado ao dia a dia do baiano, que o consome após o trabalho, durante o percurso de volta para casa, ao final da tarde, nas praias, festas e largos. Configura-se também como ponto de encontro de redes, relações e grupos”, afirmou o deputado.

Antônio Henrique Júnior ressaltou ainda que o ofício das Baianas de Acarajé é um patrimônio cultural que contribui significativamente para a identidade brasileira e suas práticas. Desde 2005, o ofício das baianas de acarajé está registrado no Livro dos Saberes como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. No entanto, em 2020, a Prefeitura de Salvador vetou um projeto de lei que reconhecia o ofício das baianas de acarajé como Patrimônio Imaterial, Cultural e Histórico da Cidade de Salvador.

Segundo o deputado, a tradição da venda de acarajé é uma prática ancestral transmitida de geração em geração, sustentando muitas famílias. Ele argumentou que a preservação desse saber é um processo que deve envolver diversos atores sociais, incluindo a Assembleia Legislativa, reconhecendo a importância vital desse alimento para a cultura do estado.