Após 7 dias na prisão, acusado de matar médico de Araci confessa crime em novo depoimento

Preso desde o dia 28 de maio, o acusado de envolvimento na morte do médico psiquiatra Andrade Santana Lopes, 32 anos, Geraldo Freitas Junior, confessou nesta quarta-feira (2), durante depoimento no Conjunto Penal de Feira de Santana, que matou o amigo e colega de profissão.

Segundo a Polícia Civil, o novo depoimento durou cerca de seis horas. A motivação também foi confessada pelo acusado, porém segundo fontes da polícia, não é impossível informar para não atrapalhar a continuidade das investigações.

No primeiro depoimento prestado por Geraldo Freitas, realizado no dia 29 de maio, ele se manteve em silêncio e não confessou ter praticado o crime.

Andrade Santana Lopes foi encontrado morto no Rio Jacuípe, em São Gonçalo dos Campos, na manhã do dia 28 de maio, após ficar cinco dias desaparecido. Ele saiu de Araci com destino a Feira de Santana e marcou um encontro com o amigo, o mesmo que registrou queixa do desaparecimento, e também é apontado como o principal autor do crime. Geraldo estudou medicina com Andrade em uma faculdade na Bolívia e, após concluírem o curso, voltaram ao Brasil para trabalhar no interior da Bahia.

O velório e sepultamento do médico ocorreu no dia 29 de maio, em Araci. Uma multidão acompanhou o cortejo.

Acusado se aproximou da Mãe da vítima

Dormitília Lopes, a mãe do jovem Dr. Andrade, conversou sobre o que aconteceu quando ela chegou na Bahia. Ela veio do Acre para ajudar nas buscas pelo filho, que desapareceu e posteriormente foi encontrado sem vida num rio em São Gonçalo dos Campos, na região de Feira de Santana. Então Dormitília relatou que o principal acusado no crime, um amigo médico que estudou com Andrade, recebeu ela e a família, a abraçou e ainda tentou jogar a culpa para outros amigos do psiquiatra:

“Ele começou a culpar os amigos dele. Olha, cuidado com fulano porque fulano não tem uma cabeça legal, e ficava jogando um contra o outro, tentando maquiar, né. Maquiar a participação dele no crime. Graças à oração do Brasil, Deus permitiu que viesse à tona. Minha filha estava perto, foi junto com ele ver onde estava o carro, ele disse que estava falando com a mãe dele sobre Londres, ele já estava querendo ir embora do Brasil. Deus não permitiu. Ele vai pagar por tudo isso. Se você é cristão tem que perdoar né, mas a pena dele, ele vai ter que pagar né.” Mas não termina aí.

Ela ainda contou que preferiu ver corpo do filho médico, mesmo sabendo que poderia se arrepender:

“Eu fiz questão de ver o corpo do meu filho daquele jeito porque é melhor você ter se arrependido de ter visto do que se arrepender de não ter visto. Eu não vou ter outra oportunidade, então, eu fui forte com a graça de Deus e consegui ver o corpo do meu filho. Creio que meu filho está com Deus nesta hora. A polícia disse que ele morreu de joelhos com tiro na nuca, disse que arrastaram ele, o joelho estava rasgado. Ele deve ter resistido muito, ele era um menino que não aceitava coisa errada. Creio que ele esteja com Jesus agora. Todo mundo dorme e eu não consigo dormir.”

Da Redação do Acontece na Bahia.

Com textos e informações  do repórter Aldo Matos do Acorda Cidade.

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Categoria(s): Nacional.

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