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Ambev interrompe produção de cerveja e distribui água enlatada para vítimas da tragédia no RS

Em um gesto de solidariedade, a Ambev tomou a decisão de cessar temporariamente sua linha de produção de cerveja em Viamão, na grande Porto Alegre. O motivo? O envase de água potável para doação à população do Rio Grande do Sul. “Neste momento crucial, estamos comprometidos em ajudar nossa comunidade”, enfatizou Jean Jereissati, CEO da empresa, durante uma conversa com investidores.

A grandiosa contribuição da Ambev se traduz em 185 mil litros de água destinados a 11 municípios gaúchos e impressionantes 375 mil litros direcionados aos hospitais em Porto Alegre. Em um esforço hercúleo, a cervejaria local tem sido capaz de produzir até 400 mil litros de água diariamente para suprir as necessidades locais.

Numa declaração oficial, a empresa anunciou a meta de produzir cerca de 850 mil latas de água por dia em sua unidade em Viamão. O feito, no entanto, não veio sem desafios logísticos; a Ambev teve que transportar maquinários de São Paulo para viabilizar a adaptação de sua fábrica. Além disso, firmou uma parceria estratégica com a Ball, líder global na produção de latas de alumínio, que prontamente disponibilizou latas de 473 ml para a empresa.

Enquanto a região enfrenta uma crise em várias frentes, com falta de energia elétrica, escassez de água e esvaziamento dos mercados, os moradores da Grande Porto Alegre buscam refúgio nos poucos municípios menos afetados pelas condições climáticas extremas.

Este êxodo em massa teve início no domingo, 5 devido às recomendações do prefeito da capital gaúcha, Sebastião Melo (MDB), que orientou a população a buscar temporariamente outras localidades, especialmente aqueles que possuem residências litorâneas, numa tentativa de aliviar o desabastecimento.

Com mais de 1,4 milhão de pessoas impactadas pela tragédia climática, a situação se agrava com a previsão de temporais intensos e a lentidão na redução dos níveis da enchente na região metropolitana.

A crise não se restringe apenas à população; diversas fábricas de setores variados foram paralisadas, desde produtos químicos até utensílios domésticos. Diante da impossibilidade de os funcionários se deslocarem com segurança até o local de trabalho, as empresas tiveram que conceder férias coletivas ou folgas aos empregados, buscando soluções emergenciais junto ao governo para evitar demissões em massa.

Da redação do Acontece na Bahia

Foto: Divulgação