Ainda na UTI, Médica picada por cobra em cachoeira testa positivo pra Covid-19

A doutora Dieynne Saugo, que foi internada em estado grave após ser picada por uma jararaca enquanto tomava banho de cachoeira, recebeu um novo diagnóstico. Dessa vez, foi revelado que a jovem médica está com Covid-19.

Depois de ser picada pela cobra quando tomava banho de cachoeira, Dieynne foi internada na Unidade de Terapia Intensiva. Além disso, ela precisou passar por uma traqueostomia pois estava com 70% das vias respiratórias comprometidas. Por conta disso, o teste positivo para o vírus preocupou ainda mais a equipe médica.A informação foi passada pela irmã da médica: “Ontem foi feito um teste de Covid, logo quando chegou ao hospital. Para nossa infelicidade, o teste deu positivo.”

Dieynne foi transferida de Cuiabá para São Paulo de avião no final dessa semana. Uma das razões que motivou a transferência foi justamente a superlotação e a sobrecarga dos profissionais de saúde do hospital onde ela estava, que estão se dedicando aos casos da nova pandemia.

O que aconteceu?

Tudo corria bem para as amigas que curtiam o fim de semana na Cachorreira Serra Azul, em Nobres, no Mato Grosso. Entretanto, um grito ecoou repentinamente, chamando a atenção. Era a médica Dieynene Saugo sendo picada duas vezes por uma Jararaca. Foram duas picadas: uma no rosto e outra no pescoço. O veneno dessa espécie causa intensa dor e pode oferecer grande risco à vida.A principal suspeita é de que a cobra foi levada pela correnteza e, na queda d’água da cachoeira, acabou parando justamente em cima da médica, ou próximo dela. Então, como o animal estaria estressado com a situação, a reação agressiva seria um comportamento considerado comum.

Por conta dos locais da picada, a médica apresentou grande inchaço, dificultando a respiração. Se as picadas tivessem atingido algum membro como os braços ou as pernas, é muito provável que o quadro dela estivesse muito diferente.Com 70% das capacidades respiratórias de Dieynne comprometidas, a equipe médica precisou fazer uma traqueostomia. O procedimento trata-se de uma pequena abertura na traqueia, para melhorar o fluxo de ar. Outra opção seria uma intubação, que é mais invasiva e por isso foi descartada pelos médicos. Então, recentemente ela precisou ser transferida em motivo da sobrecarga do hospital onde estava e hoje foi informado o novo diagnóstico.

Da Redação do Acontece na Bahia.

Categoria(s): Nacional.

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