Advogada afirma que certidão de óbito da mãe de Luciano Hang, dono da Havan, foi alterada

Uma notícia tem repercutido nas redes sociais nesta terça-feira (28). A advogada Bruna Morato, que atua junto a 12 médicos da Prevent Senior, disse em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), nesta terça-feira, que a certidão de óbito da mãe do empresário Luciano Hang, Regina Hang, foi alterada. Bruna Morato contou ainda que Regina usou medicamentos do chamado kit Covid, que não tem comprovação científica. Luciano Hang é aguardado para prestar depoimento a CPI nesta quarta-feira (29).

“A causa do óbito da senhora Regina é desassociada da informação. Ela morre de falência múltipla dos órgãos, segundo o atestado de óbito, decorrente de um choque hemorrágico. Contudo, a evolução do prontuário mostra que ela foi internada por Covid, e, até o final, todas as doenças que ela teve decorrentes da internação estão relacionadas à Covid-19, o que infringe a determinação do Ministério da Saúde de informar a ocorrência desse fato em documentos públicos”, disse.

Já tinha sido divulgado a informação que Regina Hang fez uso do ‘kit Covid’ quando estava internada em uma unidade da Prevent. Esta informação vai na contramão do que foi divulgado na época da morte de Regina Hang, de 82 anos, por Luciano Hang. Na ocasião, o empresário gravou um vídeo defendendo o chamado tratamento precoce, além de refletir sobre os seus esforços para tentar salvar sua mãe.

O empresário Luciano Hang contou que sua mãe foi hospitalizada com quase 95% dos pulmões comprometidos. “Ela estava assintomática e quando nós pegamos foi muito tarde. Eu me questiono: será que se eu tivesse feito o tratamento preventivo eu não teria salvado a minha mãe?”, indagou.

Bruna Morato disse que analisou o prontuário de Regina Hang e consta que ela usou o chamado ‘tratamento preventivo’.”Ela havia feito antes de chegar ao hospital. Aqui, a prescrição é que ela recebeu previamente os medicamentos hidroxicloroquina, ivermectina, azitromicina e colchicina. Contudo, no prontuário dela não consta a autorização para o tratamento. Então, eu não tenho como afirmar se a família tinha ou não conhecimento disso. Apesar de, por inúmeras passagens, a equipe relatar conversar com os familiares e passar essas informações, eu não tenho esse termo assinado”, contou.

Segundo a advogada, o médico responsável por preencher o prontuário disse que falou com membros da família de Regina. “Em todas as passagens do prontuário da senhora Regina Hang existe essa informação. Então o que eles relatam é que, nos primeiros dias de sintoma, ela teria feito uso do que se chama tratamento precoce, esse conjunto de quatro medicamentos, explicação expressa assinada por vários médicos da instituição. Então, ela foi avaliada por aproximadamente 50 profissionais, precisamente 40 e poucos profissionais, que atestaram e assinaram cada uma das evoluções, dizendo que ela fez uso desses medicamentos”,disse.

Da redação do Acontece na Bahia

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