32 trabalhadores que morreram a caminho do trabalho têm velório coletivo

Nesta quinta-feira (26), muitas famílias lamentaram a perda de parentes e amigos. Isso porque, 32 dos 41 mortos num trágico acidente foram velados coletivamente, sob grande comoção.

Em circunstâncias assim,  de muitas vidas interrompidas de uma só vez, a demanda é muita e a tristeza é grande. O governo montou uma intensa força-tarefa com médicos, policiais, bombeiros e  técnicos para atender a demanda gerada pelo acidente ocorrido na manhã da última quarta-feira. Enquanto as equipes médicas lutavam para salvar vidas, policiais e legistas trabalhavam para reconhecer e liberar os corpos dos 41 mortos. Então, diante disso,  prefeitura de Itaí, cidade onde a maioria dos trabalhadores morava, cedeu três ginásios esportivos para que as famílias pudessem se despedir dos seus entes queridos. Ao todo, 32 vítimas  foram velados na cidade. Entretanto, por conta do contexto atual, cada família teve apenas duas horas de velório e o distanciamento social também foi mantido. Os outros corpos foram velados em localidades diferentes e em cidades vizinhas. Mas afinal, o que aconteceu?

Ainda era manhã, pouco antes das 7h, quando as autoridades foram acionadas para atender a um chamado. Um ônibus levava 53 pessoas para trabalhar na cidade de Taguaí, interior de São Paulo, quando bateu de frente com um caminhão. Os ocupantes eram trabalhadores de uma indústria de tecido da cidade. Segundo informações preliminares, esse ônibus teria tentado fazer uma ultrapassagem quando acabou colidindo com o caminhão que vinha no sentido oposto. A força do impacto foi tão intensa, que os veículos ficaram completamente destruídos, matando várias pessoas no mesmo instante. Além disso, sabe-se que esse ônibus também não seria licenciado, fazendo o transporte dos trabalhadores clandestinamente. Até o momento, já foram confirmadas 41 mortes e vários estão feridos em estado grave.

Da Redação do Acontece na Bahia.

 

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Categoria(s): Nacional.

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